Palicourea marcgravii é a planta tóxica mais importante do Brasil, pois mata aproximadamente 500.000 bovinos ao ano. O INCT determinou que no rúmen há, normalmente, bactérias que contêm denalogenases e hidrolisam o princípio ativo da planta (monoflouroacetato de sódio-MFA), e que administração de doses não tóxicas de MFA aumentam à resistência à intoxicação por estimular a roliferação dessas bactérias. O próximo passo será encontrar uma substância, não tóxica, que cause o mesmo efeito.

As plantas tóxicas para ruminantes e eqüídeos causam perdas econômicas muito importantes no Brasil, onde se conhecem 129 plantas tóxicas que, anualmente, causam a morte de 975.000 a 1,365 milhões de bovinos (US$ 243 a 341 milhões de dólares anuais). Outras perdas incluem a morte de animais de outras espécies (ovinos, caprinos, eqüinos, bubalinos), a redução do desempenho reprodutivo (abortos, infertilidade, malformações) e da produção (leite, carne ou lã) dos animais sobreviventes e gastos para o controle das plantas e com o diagnóstico das intoxicações, assim como diminuição do valor das terras.

O INCT para o Controle das Intoxicações por plantas é uma rede de pesquisa cujos principais objetivos são desenvolver técnicas de controle das intoxicações por plantas em animais de produção e estudar as intoxicações por plantas das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte.

Algumas das técnicas a serem desenvolvidas serão: seleção de cultivares ou variedades não tóxicas ou menos tóxicas; desenvolvimento de vacinas para a profilaxia das intoxicações; desenvolvimento de técnicas de aversão alimentar condicionada, que consiste em provocar aversão ao consumo de algumas plantas nos animais; isolamento de bactérias que possam hidrolisar algumas substâncias tóxicas de plantas, evitando as intoxicações ao serem inoculadas no rúmen dos animais; e realizar controle biológico de algumas plantas mediante a utilização de inimigos naturais.