Dispositivo Eletrônico de Grafeno

Desde a década de 1980, uma fração considerável da pesquisa em nanociência esteve associada à descoberta, à caracterização e à funcionalização de nanomateriais de carbono. Como fatos relevantes nesta área devem ser citados a descoberta dos fulerenos, em 1985 (Kroto 1985); a descoberta dos nanotubos em 1992 (Iijima 1991); a produção do grafeno em 2004 (Novoselov 2004); e das nanofitas de grafeno, em 2008 (Li 2008). De fato, os nanomateriais de carbono têm sido protótipos para o desenvolvimento da nanociência e nanotecnologia devido, sobretudo, à riqueza de suas variadas propriedades estruturais e eletrônicas.

Em 2008 graças à parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e as Fundações de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi criado o Instituto de Ciência e Tecnologia de Nanomateriais de Carbono (INCT de Nanomateriais de Carbono). Esse Instituto é sediado no Departamento de Física da UFMG, e tem outras dezenove Instituições parceiras: em Minas Gerais, o CDTN, a UFJF, a UFU, a UFV, a UFSJ, a UFOP, a Magnesita e a Nacional de Grafite; no Rio de Janeiro, o INMETRO, a UFF e a UFRJ; em São Paulo, a USP e a USP-RP; no Rio Grande do Sul, a UNIFRA e a FURG; a UFPR no Paraná; a UEFS na Bahia; a UFMA no Maranhão, e a UFPA no Pará. A equipe do Instituto  consiste de 54 pesquisadores doutores, sendo cerca da metade (24) da Instituição-sede (UFMG).