RESULTADOS E PERSPECTIVAS

Como principais resultados, o IBP desenvolveu pesquisas junto a diferentes populações e comunidades (indígenas, quilombolas, ribeirinhas e costeiras, rurais e urbanas) em diversas regiões do país, com ênfase na pesquisa de campo etnográfica e qualitativa de média e longa duração. O Programa de Pesquisa trouxe como inovação a construção de um projeto de ciência plural que considera o próprio fazer científico em forma de diálogo intercultural, de reconhecimento da diferença e do direito à diferença. Uma das perspectivas do IBP é ampliar o debate em torno desse projeto, envolvendo a comunidade científica e órgãos governamentais e não-governamentais.
Entre os impactos sociais, as pesquisas realizadas fornecem subsídios para a elaboração de programas e políticas públicas que reconheçam as especificidades culturais dos grupos/comunidades/povos estudados.
O IBP tem formado um número considerável de estudantes de graduação, mestrado e doutorado e pesquisadores em pós-doutorado nas áreas de antropologia, saúde e sociologia. Além disso, seus pesquisadores atuam em cursos de Licenciatura Intercultural Indígena (UFSC e UFAM) e nas políticas
de inclusão no ensino e na pesquisa universitários. Entre as contribuições para o avanço do campo, com repercussão nacional e internacional, estão a construção de novos paradigmas analíticos e metodológicos para ajudar a descrever e compreender a realidade múltipla, diversa e plural brasileira e a realização de pesquisas articuladas em rede, buscando superar o paradigma de nucleação e fragmentação que ainda perdura no campo científico brasileiro.
O IBP tem uma atuação importante na transmissão do conhecimento, através das exposições realizadas pelos museus parceiros, da produção de vídeos resultantes das pesquisas, na realização de oficinas de formação e capacitação, etc. Além da produção de artigos, livros, coletâneas e apresentações em eventos nacionais e internacionais, o IBP publica a Coleção Brasil Plural de livros, pela editora da UFSC.