A articulação de herbários, que compartilham, de maneira livre e aberta na internet, por meio do INCT-Herbário Virtual, quatro milhões de registros e mais de 220 mil imagens de amostras dos seus acervos é o resultado de maior visibilidade do Instituto. O INCT-HVFF iniciou com 25 herbários e hoje agrega 75 do Brasil e cinco do exterior. O desenvolvimento de ferramentas para pesquisa e gerenciamento, disponíveis online, atrai e conquista diferentes usuários para o Herbário Virtual. O trabalho em rede aglutinou coleções de diferentes dimensões, instituições e localidades geográficas, possibilitando o uso das informações por diferentes segmentos da sociedade, inclusive para a definição de políticas públicas.

A visita de especialistas às coleções promoveu a confirmação ou identificação de 42.000 espécimes. Foram oferecidos 42 cursos, atendendo mais de700 estudantes, técnicos e pesquisadores. O conjunto dos pesquisadores contribuiu para formação de 134 mestres e 95 doutores em taxonomia e sistemática, publicou ca. de 350 artigos em periódicos nacionais e 390 em internacionais e apresentou mais de 450 trabalhos em reuniões científicas.

Os dados e imagens dos acervos disponibilizados, a maior acurácia nas identificações e o conjunto de jovens capacitados foram fundamentais para a elaboração da Lista de Espécies da Flora do Brasil, possibilitando ao país atingir uma das metas da CDB.Também está contribuindo, de forma consistente, para atingir os objetivos do Programa de Biodiversidade (2012-2015) do MCTI. Os avanços alcançados e os aplicativos desenvolvidos pelo INCT-HVFF colocaram em prática o uso da tecnologia para a gestão das coleções e para desenvolvimento de estudos utilizando bioinformática. No contexto internacional o INCT-HVFF atingiu patamares significativos tanto em relação ao uso dos dados dos herbários pela comunidade científica quanto no avanço da pesquisa em informática para biodiversidade. Dentre outros, os dados estão contribuindo para modelagem do nicho ecológico de espécies em nuvem, no contexto do EUBrazilopenBio, projeto co-financiado pela Comissão Europeia e MCTI-CNPq.