RESULTADOS E PERSPECTIVAS

1. Criação de um centro de pesquisa em dengue que vem apoiando com conhecimento científico o Ministério da Saúde e o PNCD. Articulação com o CNPq na criação da Rede Pronex em dengue;

2. Avanço significativo no desenvolvimento de modelos experimentais para o estudo da dengue e demonstração de eventos moleculares inéditos para infecção e desenvolvimento de doenças. Potencial de desenvolvimento de terapias inovadoras, tanto anti-inflamatória como antivirais;

3. Demonstração definitiva da prova de conceito que o curso das doenças infecciosas pode ser alterado por fármacos anti-inflamatórios. Perspectiva do teste de  alguns fármacos anti-inflamatórios em seres humanos;

4. Demonstração inédita que produtos ou metabólitos derivados da microbiota alteram a reatividade inflamatório, abrindo a possibilidade para o desenvolvimento de estratégias pré ou pró-bióticas que modifiquem a responsividade inflamatória;

5. Geração de um plano de negócios para a criação do CT-FARMBIO - Centro Tecnológico de Desenvolvimento de Fármacos e imunobiológicos com o Instituto para o Desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica (IEBT) e dentro  do BH-Tec;

6. Estudo aprofundado da dinâmica da circulação do vírus da dengue em algumas regiões do Brasil, estudo que deve ser estendido a outras regiões do país;

7. Desenvolvimento, teste e transferência de protótipos de kits de diagnóstico para empresas brasileiras visando a comercialização futura dos mesmos. Nesse processo, incorporação e comercialização pela empresa Quibasa de plataformas para diagnóstico  baseada em ELISA e testes imunocromatográficos;

8. Desenvolvimento do observatório da dengue com o InWeb e uso desse sistema juntamente com o Ministério da Saúde para criação de alarmes para o sistema de saúde lidar com o aumento do número de casos de dengue. Sistema que deve ser melhorado e cujo potencial em outras doenças infecciosas ou não deve ser testado nos próximos anos;

9. Geração de duas pequenas empresas - uma para diagnóstico em Imunologia (Simile) e outra para suporte do Observatório da dengue (Bionics Health and Technology);

10. Desenvolvimento de novas armadilhas para captura do vetor e sistemas de análise em tempo real de dados para monitoramento do mosquito da dengue. Sistema acoplado ao possível diagnóstico dos tipos virais circulantes. Apoio à empresa ECOVEC, que aumentou o portfólio de serviços de controle vetorial oferecidos pela mesma;

11. Criação de protocolos de avaliação de material de comunicação em dengue visando a criação de melhores campanhas de divulgação sob as formas de controle da dengue e risco da doença;

12. Trabalho junto às escolas no sentido da formação do cidadão, da noção de  direitos humanos e ao direito à saúde e conhecimento em dengue;

13. Geração de ferramentas e oportunidades educativas. Jogo de dengue, exposição "dengue na minha rua"; festival de curtas "1 min para dengue";

14. Estudos clínicos demonstrando a dificuldade do diagnóstico em crianças e a utilidade de testes diagnósticos rápidos no contexto de uma epidemia. Montagem de uma infra-estrutura básica para estudos clínicos e de coorte em dengue;

15. Formação significativa de pessoal com capacidade de trabalhar com e diagnosticar o vetor e os tipos virais circulantes tanto em pequenas cidades do Sudeste como também no Norte do país;

16. Interação muito significativa com outros INCTs, com interações além da plataforma dengue com geração de publicações de alto impacto e um pedido de patente.