RESULTADOS E PERSPECTIVAS

As pesquisas do INCT-APA indicam que a Antártica reage imediatamente às mudanças globais. Na Baía do Almirantado, médias anuais da temperatura demonstram um aquecimento da região. Somam-se a isto resultados recentes sobre o recuo das geleiras, o que amplia as áreas livres de gelo e propicia a colonização destas áreas por vegetais. Isto favorece diretamente a construção de ninhos, especialmente de Skuas, o que pode afetar a dinâmica populacional de outras aves como trinta-réis e pinguins. Medidas sobre a concentração de ozônio demonstraram o decréscimo desta camada sobre o Polo Sul e em eventos extremos no sul do Brasil. Uma das consequências disto é o aumento da radiação UV, o que contribui para incidência de casos de glaucoma e câncer de pele na região sul do Brasil. A radiação UV também aumenta  significativamente a mortalidade anfípodas sobre o efeito do hidrocarboneto antraceno, comum nos arredores de estações de pesquisa, Os efeitos das mudanças globais sobre o ambiente marinho ainda estão sendo estudados, contudo o monitoramento das comunidades fitoplanctônicas da Baía do Almirantado revelaram que estas apresentam variabilidades intra e interanuais em sua biomassa, tamanho de células e  composição. Quanto aos organismos bentônicos, a realização de um censo registrou cerca de 1.300 espécies para a Baía do Almirantado, correspondendo a 20% das espécies bentônicas descritas para a Antártica. Os resultados obtidos até o momento indicam que séries temporais longas podem fornecer subsídios para avaliar a biocomplexidade antártica e mudanças resultantes de processos naturais ou antrópicos na região.

O INCT-APA também atua na área de educação, transcrevendo a linguagem científica para o grande público, professores e estudantes, participando ativamente de feiras de ciências e tecnologia expondo o tema Antártica para o público visitante.

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