RESULTADOS E PERSPECTIVAS

Os pesquisadores do ADAPTA estão atualmente estudando os principais grupos de genes que estão relacionados com respostas à hipóxia à contaminação aquática por metais e hidrocarbonetos e aos cenários de mudanças climáticas futuras. Com relação à hipóxia os estudos com as espécies Astronotus ocellatus e A. crassipinis as tornaram um modelo integrado, onde o metabolismo anaeróbico, acoplado com a supressão metabólica é orquestrado por genes indutores de hipóxia, bem como representam um dos melhores modelos de 'channel arrest' até hoje já descritos em vertebrados. Um avanço importante nas discussões sobre contaminação aquática na Amazônia está a visão de que o tipo de água (preta, clara ou branca) é determinante para a toxicidade de metais e hidrocarbonetos, sendo que o efeito protetor ou intensificador da toxicidade é dependente do tipo de composto e de água. Os estudos do efeito dos cenários previstos pelo IPCC para o ano 2100 sobre as espécies aquáticas já mostra que pode ocorrer redução no crescimento de espécies de peixes e da biomassa de plantas, bem como um aumento na densidade populacional de Anopheles darlingi, agente etiológico da malária. O estudo do transcriptoma das espécies submetidas a tais desafios está sendo realizado para reconhecermos os genes comuns e os que diferenciam as respostas aos diferentes tipos de estresse. Desde o período de sua criação, o INCT ADAPTA formou 30 doutores, 83 mestres e treinou mais de 100 estudantes de iniciação científica. O principal objetivo do INCT ADAPTA é contribuir para monitorar a qualidade ambiental na Amazônia e desenvolver novos produtos e processos baseados na interação desses organismos com seus ambientes e, portanto, com o desenvolvimento sustentável da região.